Niepoort Land e Como Devíamos Imitar Os Bons Exemplos.

Não é novidade nenhuma que ambos estagiamos na Niepoort e que, inevitavelmente, fomos influenciados por Dirk Niepoort.

A sua generosidade é sobejamente conhecida e foram nesses estágios que provamos vinhos que de outra forma não provaríamos. Provamos coisas que gostamos muito e coisas que gostamos pouco. Com cada prova o objetivo era aprender e desenvolver espírito crítico mas aberto a todos os estilos de vinhos.

Recentemente Dirk Niepoort começou a delegar na nova geração (Daniel e Marco) a responsabilidade de guiar a empresa mas sem se esquecerem do espírito inovador e inconformado da casa Niepoort. Mas porque estamos nós, produtores das Arribas do Douro, em Trás-os-Montes, a falar de um dos mais prestigiados produtores de vinho? O motivo chama-se NIEPOORT LAND (pesquisem nos vossos Instagrams).

“CLOSER TO NATURE, CLOSER TO THE LAND” ou, numa tradução livre, “MAIS PRÓXIMOS DA NATUREZA, MAIS PRÓXIMOS DA TERRA”.

Niepoort Land assume-se como algo que parece óbvio nos dias de hoje mas que aparentemente tem de ser recordado. Só estando mais próximos da Natureza conseguimos entender a Terra. Não são apenas as questões ambientais mas sim tornar a agricultura “cool”. Mostrar às novas gerações que é fixe ver algo que plantamos crescer. Que é preciso respeito, cuidado e atenção para obtermos os produtos. Que é fixe fazer parcerias (por exemplo com Marco Simonit) admitindo que não se sabe tudo. Que é fixe convidar especialistas para nos ajudar a perceber melhor o nosso ecossistema. Que é fixe conhecermos as pessoas responsáveis pelas vinhas, as pessoas que vindimam, as pessoas que pisam as uvas… Que é fixe aprender com os mais velhos e o seu saber empírico…

Para nós, Arribas Wine Company, vemos este fantástico exemplo como uma forma de construir pontes entre o passado, o presente e o futuro. De espalhar o nosso amor por esta região. De incentivar os diversos operadores regionais a deixar de lado as suas quezílias e aprender a trabalhar em conjunto. O futuro da nossa região e a sua afirmação no panorama nacional depende de todos. De aprendermos a trabalhar em conjunto e em conjunto com a Terra. Sinceramente não nos interessa promover práticas nocivas e muito menos trabalhar com quem as utiliza. No entanto, as nossas portas estarão sempre abertas a quem quiser aprender outra forma de trabalhar.

Quem sabe se um dia não criamos uma Arribas Land? Os bons exemplos devem ser copiados.,

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A décima vindima. Está quase.